[Fernando T. Y.]

Idade : 20

Niver : 01/04

Gosta : Música, Pub, conversas, discusões filosóficas, escrever e tempo livre.

Não gosta : Várias coisas

E-mail : ftooruy@gmail.com

Localização : São Paulo - Z/O

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Segunda-feira, Maio 18, 2009:

Escrever e enganar

Como escrever?
Deve se sentar
E extrair o suor?

O ocio tera de dominar
O corpo invalido do poeta,
A espera do sopro divino?

Grandes nomes com as suas poeticas
Preenchem de retorica suas folhas.
Seria um desabafo do artista,
Ou proeza do escritor?

Homens sempre tao distantes...
Nunca digitaram no computador.
Suas palavras eram grafadas a sangue
Em escalpos de suas cabeças plenas.

Quem nao bebe da fonte,
Do caldo primordial,
Aquele que tudo iniciou,

Nunca passara de amante.
Paixao intensa que percorre
O pessoal e irrevelavel.

O torturante conhecimento
Frustra ate o mais ingenuo
Dos confissores triviais.
Em seu onanismo lirico,

Voltam-se ao recondito
Deliriamente megalomaniaco,
ortografam fastidiosas
Coisas da sua existencia.

Devo escrever?
De que valera
O meu suor?


by Nandoss // 12:41 AM // Comments:
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Segunda-feira, Janeiro 12, 2009:

Deserto

Não abra a boca
Deixe o vinho
Circular tuas veias

Morda a língua
Que se atreve a rebelar
Aquilo que periga escapar
Seria poesia para os porcos

A seta cravada em teu centro
É o presságio do destino que
A todos espera. deixe-a
E espere que apodreça toda carne,

Arranque, e com ela
Suas entranhas
Entregues aos mais
Famintos chacais

Não há quem colha teu lamentos
Antes se alimentam de ti
Nutrem suas valas sem remorso
E a carcaça largada ao sol

Seca


by Nandoss // 3:20 PM // Comments:
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Segunda-feira, Janeiro 05, 2009:

O Viajante

A criança corre pelos campos
Em busca de algo que não sabe nomear
Mas espera que acalme sua angústia

A imagem do procurado
É uma mancha num vidro sujo
Sem forma definida
Figura incerta camuflando
O que se encontra atrás

Em sua missão a euforia
Logo se torna turva
O que antes foi esperança
Agora se revela desespero

Quanto mais deseja o desconhecido
Mais distante se torna do familiar
As bases que lhe serviam de apoio
Desmoronam numa queda eterna

A cada passo tomado
Em direção ao destino
Mais distante se torna
Os portões do vilarejo

As carruagens passam
Com belas damas
Prometem beijos e afagos
Ao pobre condenado

Mas sua cama está longe
De seus exaustos pés calejados
Elas somem em sorrisos
E sua trilha mergulha no horizonte

O ritmo de suas pernas
Como as de um funeral
Acompanhado pelo som dos ventos
O garoto procura aquilo
Que nunca irá encontrar


by Nandoss // 6:58 PM // Comments:
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2008:

O verdadeiro valor de uma amizade não se mede pelas coisas
que se tem em comum. A fonte de sua real beleza é justamente
naquilo de novo que dada relação traz para a vida dos
envolvidos. Mas seu sucesso depende por conseqüência da
propensão em querer conhecer e ser conhecido de ambos.
Portanto o medo de mostrar-se único e diferente do grupo em
que escolhe conviver em realidade é um empecilho no
desenvolvimento de uma verdadeira amizade, ou qualquer outra
relação de carinho e empatia.

Por fim a verdadeira prova deste sentimento é a saudade
causada pela ausência da pessoa em questão. E só é possível
sentir saudade de algo que está em falta, algo que não faz
parte do mundo conhecido de um ser, mas que em comunhão com
um universo de outrem constitui um sentimento de
arrebatamento.



Eu sinto saudades...

by Nandoss // 10:51 PM // Comments:
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Sexta-feira, Dezembro 19, 2008:

Rotina

Um garoto chora em frente a tv
Sua mãe não voltará do serviço hoje
As ruas são frias e escuras demais
O pai soluça cambaleando pelas garrafas

Aquele velho gordo
A espreita escondido
Julgando cada ação
Felicidade em seu martelo

Homens fechados em suas caixas
Os vira-latas fucinham as ruas
Enquanto o nariz se desvia
Tão delicadamente cruel

Sutileza óbvia
De um macaco
Que esconde o rabo

Fernando


by Nandoss // 2:40 AM // Comments:
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